Sexta-feira, Novembro 14, 2008

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Sábado, Junho 14, 2008

A tensão entre afirmação e negação da arte



Quais são os limites da arte? O que é arte?
São perguntas não respondidas, respostas que não temos, mas certos tipos de "arte" soam como charlatanismo. Não querendo desmerecer este tipo de arte, visto que um charlatão precisa ser um verdadeiro artista para conseguir sua credibilidade.

O curta "Sem Título", dirigido por Caio Polesi em 2004, trata de um homem servido como exposição, preso à linha branca do limite exposição para ser observado, avaliado e questionado em seu valor artístico como existente ocupante de um espaço. O filme nos faz ponderar sobre como podemos ser ridículos ao avaliar uma obra de arte completamente subjetiva, coisa típica da época moderna em que vivemos, quando os valores de arte se tornam cada vez mais abstratos e indefinidos. Para avaliar a arte o espectador busca suas entranhas mais intelectuais para falar pura "água" sobre o que enxerga alí com os olhos da razão, mas será que o observador da arte se sente realmente tocado pelo que vê? Para se observar algo com os olhos da razão é preciso coerência, mas as obras são incoerentes. Além de sua incoerência, as obras muitas vezes não falam com o coração do espectador, portanto, que valor existe na arte contemporânea se ela não é capaz de tocar o coração e nem a mente do espectador? Não existe tal valor na maioria dos casos, ainda assim, a mente se ocupa de atribuir um valor para tudo que vê, por mais abstrato que seja o objeto.

Outra questão interessante é a forma como os artistas de exposição muitas vezes desumanizam sua arte, tornando-a fria e insípida. Lembro de um caso de uma apresentação de artes cênicas da Universidade de Brasília (UnB) na qual uma atriz expoente fazia um discurso pseudo-feminista (talvez na verdade femista), e enquanto discursava, várias galinhas estavam empoleiradas a espera da artista. A artista escolhia uma galinha e a carregava no colo, acariciava a sua cabeça e então torcia-lhe o pescoço até arrancar a sua cabeça, o público ficava estupefato, alguns saiam chocados, ainda assim no final da peça a atriz era aplaudida. Que artista era aquela? Qual seria o significado da sua obra? Qual a relação da galinha degolada com o seu discurso? Até onde vai a licença poética do artista em relação à moral?

O que o artista contemporâneo muitas vezes nos passa é a sensação de que ele próprio nunca pensou muito bem a respeito da sua obra, afinal, todo artista deveria saber da enorme responsabilidade que tem em suas mãos ao criar qualquer tipo de arte, pois a arte influencia, modula opiniões, e portanto deve ser coerente com seu propósito, mesmo que seu propósito seja a pura imagem do caos. Na verdade, supostamente devemos entender que a arte deva ter um propósito. Um valor que está sendo quebrado com a arte moderna da total desconstrução.

A arte encontra tal apoio no charlatanismo que chega ao ponto de a total negação da arte ser aplaudida como tal. Estranho mesmo não é o artista moderno, que cria suas obras sem pensar, afinal o artista moderno parece enfim com seu propósito de ser "O homem que não diz nada". O que é verdadeiramente estranho é o comportamento do público moderno que aplaude qualquer coisa que lhe deixe em dúvida "Devo aplaudir ou não?", na dúvida, faça o politicamente correto, ou ao menos vá com a maioria.

Assista o curta
http://www.portacurtas.com.br/pop_160.asp?Cod=3332&exib=5937

Quinta-feira, Junho 12, 2008

MOSTRA BRASIL CANDANGO

MOSTRA BRASIL CANDANGO - ANO III

Há exatamente três anos o Distrito Federal ganhava um Projeto Cultural que transformaria os finais de semana de suas Cidades e do Entorno: A Mostra de Cinema Brasil Candango, projeto assinado pelo Instituto Latinoamerica, com o apoio do Ministério da Cultura, e patrocínio da Petrobras

Um ônibus, um caminhão, um projetor, cadeiras, som e uma grande tela... receita simples, mas a mistura certa para fazer nascer mais alegria, mais inclusão social, mais sonhos, MAIS CIDADANIA. É o Cinema ao alcance de todos.

Em 2008, a Mostra volta a colocar o pé na estrada levando a sétima arte à comunidades carentes de alternativas culturais. Desta vez, rompendo os limites do DF e alcançando cidades de Goiás e Minas.

Serão 67 exibições em 22 localidades. Os locais serão escolhidos entre escolas, ginásios, praças e logradouros públicos. Espera-se atingir um público superior a 50 mil pessoas. Além disso, serão realizadas oficinas de vídeo, onde estudantes da rede pública produzirão filmes sobre a realidade local os quais serão exibidos na própria comunidade e ofertados para exibição na rede pública de Televisão.

A Mostra Brasil Candango – Ano III começou na Praça dos Estados na Candangolândia -DF, no dia 15 de Maio, sempre iniciando as 19 horas.

programação completa no site:


http://www.mostrabrasil.org.br/

Segunda-feira, Junho 02, 2008

Mostra Cinema Digital:
- Dias: 07 e 08 de Junho (sábado e domingo)

- Local: Espaço Cultural Renato Russo - 508 Sul (ao lado Escola Parque) - Sala Marco Antonio (capacidade para 140 lugares) - Horário: 21:00h*
- Entrada Franca
*as 19:00h começa o evento “Jornada do Cinema Digital”, que exibirá os curtas nacionais que fizeram parte do festival “Curtíssimas” no dia 2 de maio passado. Às 20:00h haverá um debate com vários realizadores da cidade, sobre produção digital e cinema independente
. Às 21:00h, começa A Capital dos Mortos.